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Porque estamos aqui?

Além de reunir pessoas, trocar ideias, informar e entreter, é também divulgar e mostrar as consequências dos alimentos comerciais que você provavelmente fornece à seus fiéis companheiros.

É um direito de todos nós ter acesso a informação, ter escolha para poder decidir o que é melhor de verdade para nossos animais. A partir daí, a responsabilidade é somente sua: deixar tudo como está ou ajudá-lo a viver bem e melhor.

A indústria de alimentos para animais de estimação é relativamente jovem, o que é surpreendente quando se considera a vasta e confusa variedade de ofertas desses alimentos no mercado. Este tipo de alimento, na forma como a conhecemos hoje, só existe há cerca de 60 e poucos anos e experimentou a maior parte do seu crescimento nos últimos 30 anos.

Esses anos de crescimento vieram em resposta ao tremendo aumento de consumo da indústria de alimentos processados para “humanos“, que passou a gerar gigantescas quantidades de resíduos de matadouros, moinhos de grãos e de todo tipo de fábricas de transformação.

Os fabricantes de alimentos para animais de estimação, ainda em sua infância, vislumbraram rapidamente a oportunidade ilimitada de utilizar estes resíduos, lixos industriais, como matéria prima para sua indústria a um custo incrivelmente baixo.

Foi assim que, no final da década de 1950, James Spratt, um eletricista e vendedor de materiais elétricos de Ohio (sim, está certo, foi um eletricista), fabricou o primeiro alimento seco para cães: um biscoito. Ele teve a ideia enquanto vivia na Inglaterra, observando cachorros de rua comendo hardtack, um alimento não perecível feito de cereais processados.

Com esta ideia na cabeça ele desenvolveu uma maneira de criar alimentos secos, crocantes, em enormes caldeiras de fermentação onde restos de carnes, de gorduras e de grãos são misturados e cozidos sob pressão em altíssimas temperaturas, num processo chamado de extrusão.

Neste processo, estas “matérias-primas” são misturadas à gordura e a enchimentos de amido, que contém pouco, se com algum, valor nutritivo, por isto são adicionados tantos suplementos vitamínicos e minerais à massa, e, em seguida tudo isso é “extrusado” a altas temperaturas, criando todos os tipos de reações químicas tóxicas, incluindo produtos finais de glicação avançada (conhecida como Reação de Maillard) e aminas heterocíclicas (conhecidas por poderem provocar tumores cancerígenos).

Essa massa seca, prensada em formato de partículas, coloridas por corantes, conservadas por fortes aditivos químicos e tornadas mais agradáveis por meio de aromatizantes, colocadas em embalagens bonitas, é o que na verdade se faz passar aos consumidores bem-intencionados como “Alimentos completos cientificamente formulados” para cães e gatos, e, como você já pode imaginar, com uma enorme margem de lucro.

Para conseguir convencer você a comprar, já que nem eles próprios acreditam que alguém o fizesse – já que a ração se assemelha a cocozinhos ressecados, a maioria dos anúncios se utilizam de belíssimas estratégias …

Mostrando um animal de estimação realmente bonito sendo alimentado com amor por uma pessoa realmente legal para chamar sua atenção e, em seguida, o anúncio mostrará esse animal com essa pessoa legal ou sua família legal fazendo algo realmente legal como andar de  mountain bike através de belos campos ou caminhando pela areia a beira mar em frente a uma casa de praia de $ 5 milhões de dólares.

Não pretendo ser cínico, mas os alimentos para animais domésticos costumavam competir para serem conhecidos como o melhor e mais econômico alimento. Agora, estes alimentos competem para serem conhecidos como a de melhor qualidade e mais saudável (!!!).

De forma geral, agora eles oferecem dietas “especialmente” elaboradas para diferentes raças, diferentes idades, diferentes estilos de vida e para vários problemas de saúde.

Só que propagandas são feitas para vender, e vendem qualquer tipo de produto, bons ou ruins, mesmo que para isto precisem florear e omitir informações importantes.

Vou dar um exemplo que talvez não seja da sua época, mas nas décadas de 80 e 90 os filmes publicitários de cigarros existiam (foram proibidos apenas em meados do ano 2.000) e eram recheados de trilhas sonoras com muito hard rock, esporte radicais praticados por pessoas saudáveis e felizes, como nos famosos vídeos da marca Hollywood.

Na época, grandes festivais de música como Hollywood Rock e Free Jazz Festival eram cools, davam status, eram disputados… 

Estas indústrias apelavam abusando de muita criatividade, com o intuito de entrar na mente das pessoas com a mensagem que fumar era legal. 

Qual o propósito disso tudo? Simples. Manter consumidores e atrair novos, ou seja: vender e vender!

Veja algumas das associações absurdas (e enganosas) que faziam em suas propagandas

Claro que, se pensarmos um pouco, tudo isso não faz o menor sentido, além de ser uma propaganda totalmente enganosa, porque está provado que cigarro mata aos poucos, mas estas associações a coisas “saudáveis”, “divertidas” e “bacanas” convencia e mantinha uma indústria bilionária às custas da nossa saúde, às custas da nossa vida.

Quando falamos das rações industrializadas, de certa forma, não é diferente. Elas também estão tirando aos poucos a saúde de nossos animais, causando muitos problemas de saúde, sofrimentos, gastos desnecessários e reduzindo consideravelmente a expectativa de vida dos animais.

Acredito que elas deveriam conter advertências em suas embalagens, assim como em maços de cigarros, afinal há muito tempo se discute sobre a qualidade duvidosa de seus ingredientes, a quantidade de aditivos químicos e seu real valor nutricional.

Hoje parece existir  uma pandemia sobre nossos animais de estimação, que muitos especialistas e pesquisadores atribuem os resultados a este tipo de alimento. Problemas bucais, como tártaro e gengivites, alergias, dermatites, diarreias, inflamações e obesidade, até diversos tipos de câncer, cistite, pancreatite, hipertireoidismo, coprofagia, doenças hepáticas, infertilidade até problemas de comportamento como agressividade e depressão.

Você pode se perguntar: Ah, mas depois que ficou provado que fazia mal para a saúde o governo proibiu a propaganda, certo? Errado. Proibiram porque os problemas de saúde dos fumantes estavam custando muito caro para a rede de saúde pública.

Agora eu te pegunto: você acha que, se seu animal de estimação ficar doente, ele custará alguma coisa para o governo? Pelo contrário, enquanto ele estiver vivo e comendo, estas bilionárias indústrias estarão ajudando a reciclar gigantescas quantidades de resíduos e ainda pagarão milhões em impostos… E seu cachorrinho ou seu gatinho? Não tem problema, você arruma outro depois.

E tem muitos outros motivos que você pode ver  “aqui“.

Para ter uma ideia de como esta lista é realmente longa, foram suficientes para preencher um livro inteiro: Ann N. Martin’s publicou o livro intitulado “Food Pets Die For” (2003-2008), que em tradução livre seria algo como “Alimentos para Animais de Estimação Morrerem”, com 201 páginas, falando sobre os produtos químicos, conservantes, hormônios, pesticidas e partes de animais podres ou doentes encontradas em alimentos comerciais para animais de estimação e as doenças que cada um pode causar.

Cães e gatos são carnívoros e não evoluíram para digerir este “milagroso alimento”. Como consequência, há mais de meio século criamos dezenas de gerações de animais que sofrem de doenças degenerativas ligadas a deficiências nutricionais e efeitos de agentes químicos tóxicos.

Embora os animais possam comer alguns alimentos processados, eles não são projetados para consumir uma vida inteira de dietas secas ou enlatadas. O estudo conhecido como Pottenger Cat Studies, do Dr. Pottenger, é um exemplo de como o nosso sistema atual de alimentar animais de estimação cria doenças crônicas.

Ele provou cientificamente que gatos em dietas cozidas, por exemplo, definharam geração após geração, necessitando de cuidados médicos e chegando ao ponto de não conseguirem nem mesmo se reproduzirem mais, enquanto gatos alimentados com alimentos frescos progrediram sem necessidade de cuidados especiais ou médicos – a natureza seguiu seu curso!

Uma das razões pelas quais acabamos nos enganando e acreditando que esses alimentos para animais de estimação são bons para cães e gatos é porque as mudanças na saúde e na vitalidade provocadas por uma dieta morta e processada geralmente não são imediatas ou agudas. É como fumar… 

É que cães e gatos são adaptáveis e resilientes, ao contrário de outras espécies, por exemplo, cobras. Se de repente forçássemos as cobras a comer grãos ou a consumir vegetação, elas simplesmente morreriam, demonstrando de forma bastante visível e rápida que eles não receberam a fonte de alimento correta. 

Cães e gatos são capazes de suportar abusos nutricionais realmente significativos, a degeneração ocorre como resultado de uma dieta inadequada, mas a morte súbita não ocorre.

A verdade é que a nossa população de animais de estimação fornece um lugar para a reciclagem de resíduos da indústria de alimentos humanos. Os grãos que falham na inspeção, peças inseguras ou insalubres e resíduos da indústria frigorífica, restos de óleos utilizados em indústria e restaurantes, gado falecido e até mesmo animais atropelados são coletados e descartados através de extrusão, que converte todos os tipos de resíduos (lixo) da indústria alimentar humana em matérias-primas para a indústria de alimentos para animais de estimação.

Apenas para você entender melhor, vou citar como exemplo um ingrediente bem comum que aparece bonita na foto da embalagem: O ARROZ – o conteúdo é na verdade “farinha ou pó de arroz”, geralmente subproduto derivado do processo final de moagem ou sessões de arroz descartados após a fabricação de cerveja por onde passa o lúpulo e de muito baixo valor nutricional.

Agora, os gigantes da indústria de alimentos para animais de estimação estão percebendo que os donos destes animais estão se tornando mais bem informados, e preocupados com seu sistema tortuoso, estão tentando limpar sua imagem. 

Repare que estamos começando a ver palavras como “alta qualidade“, “natural” e “sem subprodutos” nos rótulos. Estamos começando a ver “sem grãos” e “naturalmente preservados” nos rótulos também.

Os fabricantes estão preocupados ouvindo os murmúrios de donos de animais e estão mudando seu “marketing” para tentar recuperar clientes perdidos e manter os que permecem. Infelizmente, com certeza muitos continuarão acreditando na saúde de seu animal através de uma bonita e emocional propaganda de TV, ou em embalagens coloridas com imagens que gostariam de acreditar…

Muitas pessoas não correlacionam a doença com a dieta de seus animais. Na verdade, muitas pessoas praticamente nunca discutem ou questionam a dieta do seu cachorro ou gato ou procuram ler e se informar melhor a respeito.

Por isso estou muito feliz por você estar aqui. Tenha certeza que seu tempo valerá a pena, e seus animais de estimação vão retribuir com muita saúde e uma vida muito mais longa e feliz.

Um forte abraço pra você e uma vida longa, saudável e feliz, para nossos amados animais!

Gabriel Muniz

Saiba como ter um peludo saudável, livre de doenças e sofrimentos